"O fogo tem um sentido de transgressão também, pois brincar com fogo é sempre perigoso no consenso geral de nossa cultura. Porém ao brincar com fogo, a criança transgride, desobedece, porém não se cresce sem lutar contra padrões e sem imaginar novas formas de mundo. Mas também diante do fogo a criança se aquieta em uma atitude contemplativa. Olhando para uma fogueira ou lareira, ela expressa respeito e ao mesmo tempo temor."
Ana Lúcia Machado
Nas memórias de infância de Rubem Alves, ele faz referência ao fogo em vários trechos de seu livro Quando eu era menino:
"Quando fazia frio, meu pai punha uma bacia cheia de brasas no chão e nós nos assentávamos à volta das brasas. Tudo escuro, apenas os rostos avermelhados pelo vermelho das brasas. A gente tirava os sapatos e esticava os pés na direção do fogo."
E é assim que o Pré 2 segue suas vivências a partir do elemento fogo, hora com suas sombras, hora com seu calor e nada melhor que uma roda de conversa ao entorno da fogueira para se aquecer em um dia frio.


























































